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Terapia hormonal e ossos na menopausa: o que o estudo mostra

Um estudo apresentado nos EUA associou a terapia hormonal a ossos mais preservados na pós-menopausa. Veja o que isso quer dizer na prática, quais são os limites e o que você pode fazer pelos seus ossos já.

Por Dra. Gisele Saback, 5 de outubro de 2026. 3 min de leitura.

Mesa de linho com queijo branco, iogurte com sementes, couve refogada e sardinhas, em luz natural suave e tons de verde e creme.

Um estudo apresentado em junho no congresso anual da Sociedade de Endocrinologia dos Estados Unidos mostrou que mulheres em terapia hormonal tiveram 69% menos chance de apresentar baixa densidade mineral óssea do que as que não usavam hormônios.

A pesquisa avaliou 387 mulheres na pós-menopausa que fizeram densitometria óssea entre 2021 e 2025. As mulheres tratadas também tiveram melhores índices na coluna lombar e no quadril, mesmo depois de ajustes para idade, tempo de menopausa, vitamina D e tabagismo.

Por que o estrogênio importa para o osso

Osso é tecido vivo. Ele está sempre sendo desmanchado e refeito.

Segundo a ginecologista Helena Hachul, do Einstein Hospital Israelita, o estrogênio ajuda a manter esse equilíbrio. Quando ele cai na menopausa, as células que reabsorvem o osso trabalham mais, e a perda de massa óssea acelera.

Depois dessa fase o processo segue, mas costuma ser mais lento. Por isso esse período é uma janela importante para prevenir a osteoporose.

O que isso significa na prática

Se você está na perimenopausa ou na menopausa, vale cuidar dos ossos agora. Eles não doem enquanto enfraquecem. Muitas vezes a primeira pista é uma fratura.

A terapia hormonal é uma das ferramentas que a medicina tem para isso. Mas ela não é para todas e não é a única.

A reposição não deve ser indicada para todas as mulheres na menopausa. A melhor relação entre benefícios e riscos costuma aparecer em quem tem menos de 60 anos ou até dez anos de menopausa.

Entre as contraindicações estão histórico de câncer de mama, trombose, AVC, doença hepática ativa e alto risco cardiovascular. Quem decide é a sua médica, olhando o seu histórico.

O que a ciência ainda não responde

Este estudo observou mulheres. Ele não sorteou quem usaria hormônio e quem não usaria.

Os próprios autores dizem que não dá para afirmar que o tratamento foi o único responsável pelos resultados.

A ginecologista lembra que mulheres em terapia hormonal podem ter mais acesso a acompanhamento médico, se exercitar mais e se alimentar melhor. Mesmo com ajustes estatísticos, esses fatores podem influenciar o resultado.

Em outras palavras: o achado é animador e reforça o que já se sabia, mas não é uma garantia para ninguém.

O que você pode fazer nesta semana

Osso se cuida com vários hábitos juntos. Comece pelo que está ao seu alcance:

  • Marque um treino de força, duas ou três vezes na semana, no ritmo que couber na sua rotina. Musculação, pilates com carga ou exercícios com o peso do corpo ajudam músculos e ossos.
  • Distribua proteína ao longo do dia: ovo no café, feijão com um pouco de carne ou frango no almoço, peixe ou iogurte no jantar.
  • Inclua fontes de cálcio da comida de verdade: couve, taioba bem cozida, feijão, sardinha, leite e derivados, se você os tolera.
  • Ande ao ar livre em horários seguros. O sol ajuda o corpo a produzir vitamina D.
  • Leve uma pergunta para a sua médica: faz sentido pedir uma densitometria para mim e conversar sobre terapia hormonal?

Nenhum alimento é vilão nesse processo. O que pesa é o conjunto do dia a dia, com almoço de família e festa incluídos.

Para guardar

A notícia é boa: existe uma forma de proteger os ossos que a medicina estuda com seriedade. Mas ela exige indicação médica individual, e a alimentação e o treino continuam fazendo parte do cuidado.

Suas escolhas, a sua alimentação e a sua rotina de treino são avaliadas de forma individual em consulta. Se quiser entender como organizar isso no seu dia a dia, estou aqui para conversar.

Fonte: Bons Fluidos

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Conteúdo educativo. Não substitui avaliação individual com nutricionista.

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